29 de agosto de 2011

ALERTA - Balsa enfrenta dificuldades para atravessar Rio Madeira, Estado do Acre pode ficar isolado




Mais uma vez a seca do rio Madeira pode deixar o estado do Acre isolado. Assim como em anos anteriores, nesta época do ano, a balsa que faz a travessia já está enfrentando dificuldades para superar os bancos de areia que surgem no leito do “Madeirão”.
Na última quinta-feira (25), a balsa que fica na Br364, a cerca de 250 quilômetros de Porto Velho atolou num banco de areia, sendo necessário o uso de maquinas pesadas para retirá-la. Uma pá carregadeira e uma PC foram usadas para fazer o atracamento na margem esquerda.
Toda a ação de retirada da balsa levou mais de uma hora, com motoristas e passageiros sendo obrigados a esperar o desenrolar da situação. Se persistir a baixa do “madeirão”, em breve o estado vizinho do Acre pode sofrer um colapso no abastecimento de combustíveis e outros itens de primeira necessidade.
No ano passado, neste mesmo período, houve filas de veículos que levaram a intermediação da Polícia Rodoviária Federal para acalmar os ânimos de caminhoneiros que quase chegaram as vias de fatos por causa da demora.
A empresa que tem a licença para operar na travessia de veículos, a Rodonave Navegações está envidando todos os esforços para a não paralisação dos serviços. Um outro porto foi construído, máquinas estão de prontidão, além do aumento de rebocadores para auxiliar no desencalhe das balsas.
O valor cobrado para a travessia é motivo de indignação. Um caminhão modelo Bi-trem paga R$120,00. Um pedestre paga R$1,20. Para atravessar uma Kombi nos cerca de 800 metros do Rio Madeira paga-se R$17,50, valor maior que muito pedágio do sul e sudeste.
EMPRESARIADO
Recentemente a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO/AC), da FACER, FCDL, DNIT, Delegacia Fluvial de Rondônia, Federação das Associações Comerciais do Estado do Acre, autoridades e empresários dos dois Estados participaram de reunião realizada no último dia 19 de julho onde produziram uma carta solicitando que sejam tomadas as providências emergências, como a dragagem do rio e a aceleração do processo para a construção da ponte de Abunã.
O superintendente da FIERO - na reunião representando o presidente Denis Roberto Baú -, ressaltou que além do abastecimento do estado do Acre, existe uma questão de ordem internacional, pois se trata de uma rodovia ligando o Brasil ao Peru denominada Rodovia Bi Oceânica, que depende da travessia da balsa no Rio Madeira, em Abunã, distrito de Porto Velho, que constitui o único obstáculo de ponta a ponta da rodovia, causando um desconforto nas relações internacionais com os países andinos. Nesta época de estiagem com a formação de bancos de areia devido à redução do nível da água, se não forem tomadas medidas eficientes e eficazes estaremos expostos a constrangimentos na relação comercial com os países vizinhos.
A propalada ponte que seria a redenção da região continua só na promessa, com diversos embargos judiciais patrocinados por empresários que tem interesse na continuidade da prestação do serviço. A situação é complexa e as autoridades devem com urgência tomar medidas que possam amenizar o problema, sob pena de até o final da temporada de seca na região, a travessia para o Acre fique completamente comprometida.



























FONTE: RONDONIAOVIVO

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